
A paralisação, que inclui funcionários da justiça federal e do trabalho, já atinge 15 estados e deve crescer nos próximos dias. Hoje (31), os servidores de Minas Gerais prometem cruzar os braços, unindo-se aos de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Bahia, Mato Grosso, Amazonas, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Piauí, Alagoas, Ceará, Rondônia e Acre.
Ainda não há números consolidados de servidores parados ou dos efeitos para o andamento de processos. O movimento grevista começou em junho, mas a adesão da maioria dos estados ocorreu em outubro.
Os servidores pedem a aprovação do plano de cargos e salários que prevê aumento de 56% e impacto anual de mais de R$ 7 bi. O Supremo Tribunal Federal (STF) alega que o aumento real é de apenas 31%, pois o índice de 56% não atinge toda a folha de pagamento.
O último reajuste, de até 50%, foi concedido em 2006, pago em seis parcelas semestrais. O judiciário inseriu os gastos extras com o reajuste dos servidores no projeto orçamentário de 2012 enviado ao executivo.
A principal justificativa é que a demora em estruturar a carreira de seus servidores está motivando baixas de funcionários interessados em carreiras mais promissoras. No entanto, o executivo cortou a proposta no documento entregue ao congresso nacional, alegando que não haveria dinheiro em caixa para pagar o aumento pleiteado.
Apesar do crescimento do movimento grevista, a justiça da união continua funcionando em um dos locais onde é mais forte, o Distrito Federal. De acordo com o coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no Distrito Federal, Berilo Leão, a ideia é esperar o desenrolar das negociações no executivo e no legislativo para definir que posição tomar.
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