Usuários de e-mail do Yahoo e do Hotmail foram atingidos pelo mesmo tipo de ataque descoberto pelo Google nesta semana, revelou a empresa de segurança Trend Micro. Embora as invasões tenham sido conduzidas em separado, elas têm algumas semelhanças.
Em um post publicado na quinta-feira (2), a companhia descreveu dois ataques similares contra o serviço de e-mail do Yahoo e do Windows Live Hotmail. “É um problema que não atingiu apenas o Gmail”, afirmou o pesquisador Nart Villeneuve. Ele acredita que contas do Facebook foram utilizadas pelos hackers para disseminar os ataques.
Segundo Villneuve, o ataque ao Hotmail aproveitou uma falha na programação. As contas dos usuários de Taiwan foram invadidas no momento em que eles abriram uma mensagem que pareceria ser do Facebook. No caso do Yahoo, os hackers tentaram invadir as contas de e-mail ao roubar os arquivos “cookie” do navegador, explicou Villneuve no post.
Na quarta-feira (1), o Google revelou que hackers desconhecidos, aparentemente vindos da região central da China, tentaram invadir contas de centenas de usuários do seu sistema de e-mails, incluindo autoridades importantes do governo norte-americano, ativistas chineses e jornalistas.
O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, afirmou que o FBI abriu uma investigação para apurar o ataque. A secretária de Estado, Hillary Clinton, qualificou as acusações do Google à China como muito sérias. "Esperamos que o governo chinês dê uma explicação", disse Clinton, em comunicado.
Em Pequim, Hong Lei, um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, negou as acusações. "Os ataques são um problema internacional do qual a China também é vítima. As acusações dos supostos ataques são totalmente infundadas e têm motivos ocultos", manifestou Hong.
O FBI, polícia federal americana, abriu uma investigação para apurar o ataque contra diversas contas de e-mail do Google supostamente realizado por hackers chineses, confirmou na quinta-feira (2) Jay Carney, porta-voz da Casa Branca.
Carney negou que contas de e-mail de funcionários do governo dos Estados Unidos tenham sido hackeadas. "Não temos razões para crer que e-mails de funcionários americanos tenham sido violadas". Carney, no entanto, evitou responder perguntas sobre o envolvimento da China no ataque.
O porta-voz ainda ressaltou que o presidente americano, Barack Obama, está "a par da acusação do Google" e que recebe "atualizações regulares" sobre o tema. "As ameaças às infraestruturas de informação e comunicação são um sério desafio econômico e de segurança para os EUA e seus aliados. Por isso, o presidente fez da segurança digital uma de seus principais prioridades", acrescentou.
Autoridades norte-americanas disseram que funcionários do governo foram instruídos a não usar contas privadas para discutir assuntos confidenciais. No entanto, o governo dos EUA confirmou que irá checar se contas privadas de autoridades foram atingidas.
As declarações de Carney foram divulgadas pouco depois de a secretária de Estado, Hillary Clinton, qualificar as acusações do Google à China como muito sérias. "Esperamos que o governo chinês dê uma explicação", disse Clinton, em comunicado.
O Google revelou na quarta-feira (1) que hackers desconhecidos, aparentemente vindos da região central da China, tentaram invadir contas de centenas de usuários do seu sistema de e-mails, incluindo de autoridades importantes do governo norte-americano, ativistas chineses e jornalistas.
Em Pequim, Hong Lei, um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, negou as acusações que classificou de inaceitáveis e infundadas. "Os ataques são um problema internacional do qual a China também é vítima. As acusações dos supostos ataques são totalmente infundadas e têm motivos ocultos", manifestou Hong.
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