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CPRH inicia monitoramento do litoral pernambucano

Trabalho vai gerar dados para normatizar a ocupação do litoral pernambucano, que tem a maior densidade populacional do Brasil
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Foto: Divulgação

Da Redação do Portal +AB
Com informações do pe360graus.globo.com
 

Começou nesta quinta-feira (20), na ilha de Itamaracá, no Grande Recife, o monitoramento das praias de Pernambuco. Com o projeto, a Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH) pretende fazer um levantamento completo sobre a erosão no litoral, qualidade da água e ocupação da orla.

A ação do homem, a temperatura da água, o aquecimento do planeta, tudo isso interfere no litoral, que acaba mudando. Quem frequenta as praias de Itamaracá já sabe: a paisagem por lá também mudou.

“O mar recuou um pouco e a praia está mais limpa, a gente nota que alguns coqueiros caíram, que a vegetação está mudando”, diz a professora Maritônia Siqueira. A dona de casa Ieda Pinheiro também notou a mudança: “Com o mar recuando, a gente tem mais espaço para andar e também mais casas, que trazem mais gente”.

São essas transformações que os pesquisadores da CPRH vão observar, para tentar estabelecer uma relação entre esses processos físicos e a ocupação do solo. No primeiro dia de trabalho, eles aproveitaram a maré baixa na Praia do Forte para marcar, medir e anotar muitos dados.

Equipamentos foram usados dentro e fora do mar para identificar a ocupação ao longo da faixa de areia: traçar o desenho, a forma e os desníveis da praia e descobrir o ponto máximo onde a água chega, chamado de linha de preamar. Essa será a rotina dos pesquisadores nos próximos 12 meses.

“A gente quer saber, tanto do ponto de vista da ocupação das residências em direção ao mar, como também monitorando como está a evolução da linha d’água, se a praia está perdendo ou ganhando sedimentos, por exemplo”, explica Felipe Maciel, analista ambiental da CPRH.

De acordo com a CPRH, nenhum estado do Brasil tem tanta gente vivendo na praia quanto Pernambuco: são 906 habitantes por quilômetro quadrado. No Rio de Janeiro são 813 e, no Maranhão, apenas 20 por quilômetro quadrado.

“Isso gera uma preocupação ambiental, por causa da ocupação desordenada. Nós vamos, a partir desse trabalho, ter os dados para normatizar, através da agencia ambiental, a execução do projeto, dizer como vai ser aocupação da orla de Pernambuco”, afirma Hélio Gurgel, presidente da CPRH.

Depois de Itamaracá, o monitoramento vai seguir por todos os quase 200 quilômetros do litoral pernambucano.

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